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 Damião Fernandes dos Santos

 

Resumo: O presente artigo constitui-se uma pesquisa teórica bibliográfica. O principal objetivo da mesma, consiste em um estudo a respeito do pensamento educacional de Platão e sua possível contribuição para nosso atual modelo de ensino, tendo como base uma de suas principais obras, A República, com ênfase no livro VII, onde o autor descreve sua teoria do conhecimento e Paidéia. Levando em consideração o contexto em que o autor está inserido, serão abordados os dois momentos da educação platônica descritos na alegoria da caverna: o primeiro, relativo a um processo de elevação visando à contemplação do bem, representado pela saída da caverna e o segundo, concernente a um processo de regressão que implica saber como proceder em meio aos cidadãos, metaforizado pelo retorno à habitação subterrânea. Procurando sistematizar as principais idéias aí contidas, mostrar-se-á que essas duas direções são, segundo Platão, necessárias para que se efetive uma educação plena por ele planejada para os futuros guardiões da cidade os filósofos. Tendo a clara noção de que tal ideal seria muito dificilmente atingível, Platão deixa evidente na própria alegoria que o processo de ascensão da alma constitui um longo e gradual percurso, com diferentes estágios, e um amplo currículo, caracterizando-se como um elevar-se para além das experiências sensíveis, a fim de alcançar a sabedoria suprema a ciência do bem. Ao propormos tal discussão, este trabalho pretende inserir-se no debate acerca do tema A Educação em Platão e retomar, uma vez mais, a contribuição de um pensador da maior relevância para a Filosofia da Educação e com quem ainda temos tanto a aprender.

Palavras-chave: Mito. Educação.Racionalismo.

 

Publicado em 4ª Edição

JHEOVANNE GAMALIEL SILVA DE ABREU

MANOEL DIONIZIO NETO

 

RESUMO: Neste artigo procuro mostrar a relação existente entre o protestantismo e o capitalismo, tomado como objeto de estudo por Max Weber. Esta pesquisa bibliográfica, baseada principalmente em sua obra mais conhecida A ética protestante e o “espírito” do capitalismo, em que o referido sociólogo alemão percebe que a ética protestante foi um dos fatores (não único) que favoreceu o desenvolvimento do capitalismo. Pois, segundo ele, durante a Idade Média, o catolicismo pregava o desprezo aos bens materiais e a usura. Porém esse pensamento muda com a reforma protestante. Há a valorização do trabalho como também outras doutrinas, a exemplo da predestinação calvinista, afirmando que o bom êxito econômico seria o indício da benção de Deus. O que favoreceu a seus fiéis a buscarem esse sucesso material, para mostrarem que estavam agraciados por Deus. Porém, tal mentalidade enfraqueceu, continuando a busca do sucesso nos negócios.

 

PALAVRAS CHAVE: capitalismo, ética, protestantismo.

 
Publicado em 4ª Edição

Daniel Leite da Silva Justino¹

RESUMO

Hegel foi um dos últimos filósofos a construir um sistema filosófico que visava compreender a realidade e os problemas filosóficos através do método dialético que se caracteriza por um movimento em espiral triádico caracterizada pela tese, antítese e síntese. Toda a realidade era compreendida a partir dessa tríade dinâmica. É importante ressaltar que para Hegel a realidade concreta e histórica é a manifestação do espírito que se auto-revela por meio da alienação (figuras) e se auto-conhece por meio da consciência humana. Após Hegel surgi uma corrente de oposição a sua filosofia chamada esquerda hegeliana entre os membros estava Karl Marx, este embora tenha incorporado em sua filosofia o método dialético, porém, sua aplicabilidade distinguia-se da de Hegel. Marx concebia a história e a realidade como o desenvolver das relações entre os homens e destes com a natureza. Ele foi um grande crítico de Hegel, pois o considerava o filósofo das nuvens, por centrar sua atenção na especulação acerca do espírito absoluto.

Palavras-chave: Dialética. Espírito. Materialismo

Publicado em 3ª Edição

Maria dos Milagres da Cruz Lopes²

Resumo

Este artigo faz uma reflexão sobre o significado da amizade defendida por Aristóteles, a partir da sua obra, Ética a Nicômaco nos seus respectivos livros, VIII e IX. Para tanto, trabalha-se a amizade (Philia) do contexto como problema filosófico à alteridade como comunidade entre amigos. Nesse sentido aborda-se as três características de amizade segundo a concepção aristotélica que passam pelo âmbito de relação seja: virtuosa, utilitária, agradável ou prazerosa. Demonstra-se com isso, que o objetivo do filósofo é mostrar que o verdadeiro sentido da amizade se efetiva na justiça e na política, cujo fim último é viver bem em sociedade, que visa um ideal comunitário entre amigos. Assim, é nessa experiência de amizade que se elucida o sentido de ser justo.

Palavras chaves: Amizade, comunidade, justiça, política.

Publicado em 3ª Edição

Jadismar de Lima Figueiredo²
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RESUMO

O presente artigo tem como tema o “Perspectivismo em Merleau-Ponty”. O referido trabalho tem como proposta metodológica o referencial bibliográfico. Foram elencados os principais livros do filósofo como A Fenomenologia da Percepção e A Estrutura do Comportamento. Seu objetivo é mostrar os principais pontos que se destacam na filosofia merleau-pontiana como a questão do corpo, a fenomenologia e, principalmente, o perspectivismo. O texto apresenta um novo conceito de corpo tratado pelo filósofo que é o “corpo vivido” que se lança na experiência do mundo percebendo e dando sentido a ele. O perspectivismo de Merleau-Ponty consiste na maneira de percepção das coisas de acordo com o ângulo do qual o sujeito percebe, tendo em vista que este pode se deslocar e ter uma visão mais abrangente da coisa, no entanto, esta seria apenas uma consideração psicológica e não a verdadeira forma de perceber o mundo. Para o filósofo não é possível identificar como puro uma percepção que se tem de um objeto, pois o sujeito que percebe não pode garantir que o que está sendo visto pode ser percebido na mesma proporção por outrem.

PALAVRAS–CHAVE: Fenomenologia. Perspectivismo. Sujeito.

Publicado em 3ª Edição

Cícero Paulino dos Santos Costa

RESUMO

O presente trabalho, de caráter bibliográfico, tem como objetivo apresentar a filosofia ontológica, segundo a óptica de Martin Heidegger. Para isso, foi realizada uma leitura histórica da metafísica clássica apresentando suas reflexões acerca do ser em suas nuanças e atributos, mas também elencando suas lacunas e limites. Na abordagem, percebeu-se que a metafísica, desde os seus primórdios, buscou estudar o ser enquanto ser na sua essência e fundamento. Parmênides foi o primeiro que, mesmo de forma embrionária, lançou tal reflexão, mas foi em Aristóteles que a ontologia clássica teve seu auge. Com sua metafísica, o estagirita compreendeu que o ser é essência, e sendo universal é constituído de substância e acidente, mediante uma contínua passagem de potência/matéria para ato/forma. Na contemporaneidade, tal definição foi colocada em prova por vários filósofos, dentre os quais destacaram-se Kant e Heidegger. O primeiro redefiniu-a como a “ciência dos princípios primeiros da natureza e da moral”; o segundo, como uma “imersão da própria existência nas possibilidades fundamentais do ser considerado em sua totalidade”. Heidegger entendeu que a metafísica não foi capaz de explicar o sentido do ser, daí a sua expressiva frase em Ser e Tempo: “é preciso colocar novamente a questão sobre o sentido do ser em evidência”. Ser é tempo, e, com isso, o existencialista, realizou, na ontologia contemporânea, uma grande reviravolta em relação à clássica, pois se, de um lado a metafísica clássica ignorou o tempo como mola e chave para a compreensão do ser, Heidegger colocou-o como condição sine qua non para sua explicação. O ser se realiza e se desvela, existencialmente, quando, mediante a uma analítica existencial, projeta seu estar-no-mundo e faz dele um incessante caminho sempre retomado. Cercado pelos entes, o Dasein entende que nada existe fora deles e que cuidando dos mesmos e de si mesmo se dá conta dessa condição de ser, pois, ser é também ser com-os-outros. Como coroamento dessa busca constante por sua autenticidade, Heidegger então explica a morte como consequência, que vem ao homem e o cerca como possibilidade real, não como o fim de um ciclo subjetivo, mas uma possibilidade ontológica que vem como essa realização do homem que no tempo é finito.

Palavras-Chaves: Heidegger. Ser. Tempo.

Publicado em 3ª Edição

Emanuel Marcondes de Souza Torquato¹

Resumo:

Partindo da preocupação com a justiça face à guerra, Emmanuel Levinas, filósofo judeu, se lança a pensar o problema contemporâneo da violência e, ao mesmo tempo, insere-se no movimento de des-construção da filosofia presente no século XX. Ele expõe uma desconfiança na potência da filosofia, assim como em suas grandes conquistas como a síntese, o conceito, o sistema, a objetividade e, enfim, a abrangência do “processo de totalização”. Ao mesmo tempo, lança uma acusação a esta estrutura como uma “filosofia do poder e da violência”. Aponta para uma reconstrução da racionalidade a começar de fora do projeto ocidental, como lugar grego do pensar que havia se mostrado fatigado na realidade cruel do século XX. O objetivo desta pesquisa é compreender a desconstrução e reconstrução da racionalidade presente no pensamento de Levinas e com isso recolocar a pergunta pelo papel da filosofia em face dos desafios do mundo atual. Em face a violência, a questão da justiça torna-se, para Levinas, a questão privilegiada da Filosofia.

Palavras-chave: Filosofia, Violência, Des-construção, Justiça.

Publicado em 3ª Edição

Severino Elias Neto¹

RESUMO

O presente artigo especula a concepção estética desenvolvida pelo filósofo alemão, Friedrich Nietzsche, na sua obra O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo (1872), nitidamente marcada pela crítica ao passado de valores imutáveis e pelo anúncio profético do “renascimento” daquele homem helênico, pré-socrático, de extáticos desejos vitais. Nas manifestações artísticas do homem grego, Nietzsche vislumbra o verdadeiro sentido da vida. A tragédia, especificamente, com o seu deus potente Dionísio e sua música ditirâmbica é o límpido espelho da condição sofrida, angustiante e sensual do homem. Contradizendo como nunca foi contradito antes as correntes filosóficas de então e seus progenitores, o “cismador de ideias” faz desmoronar todo positivismo, idealismo, historicismo e espiritualismo. Sua filosofia é, inegavelmente, volitiva.

Palavras-chave: Arte. Dionísio. Apolo. Vontade.

Publicado em 3ª Edição

Antônio Sérgio Mota da Silva1¹

RESUMO

Nietzsche se configura como um dos maiores críticos da religião, especialmente do cristianismo. Neste trabalho são apresentados alguns pontos importantes de sua visão antirreligiosa. Ao longo de sua vida e de seus diversos escritos faz uma série de ataques à forma de vida dos que se dizem cristãos. O auge de sua crítica é a proclamação da “morte de Deus”. O filósofo também elenca os principais prejuízos à humanidade provocados pela moral cristã decadente. Entre outras coisas, ele demonstra que a forma dos cristãos conceberem o homem e o mundo impossibilitou o próprio homem de atingir de maneira mais rápida um alto estágio de desenvolvimento. Só mesmo fazendo Deus morrer é que restaria ao homem a possibilidade de se reconstruir por sua própria conta, se livrando da posição de submissão a um ser superior e de rebaixamento em relação aos outros. Através de um personagem (o louco), ele anuncia a morte de Deus, apontando a sociedade niilista de sua época como culpada. Foram os homens os autores do deicídio, que resultou no fim da cosmovisão metafísica que sustentava o ocidente. Com isso, foram abaladas a filosofia clássica, a escala de valores da sociedade e a moral cristã.

Palavras-chave: Nietzsche. Religião cristã. Morte de Deus. Niilismo.

Publicado em 3ª Edição

Antônio Sérgio Mota da Silva1¹

RESUMO

Este artigo visa demonstrar que a existência de todas as coisas se deve a um princípio causal primordial e que a teoria da evolução, que foi estruturada por Charles Darwin no século XIX, tem suas bases nas teorias de diversos filósofos da antiguidade. Para isso, foi realizada uma viagem panorâmica pela História da Filosofia elencando as principais respostas dadas por cada um dos filósofos da natureza, conhecidos também como pré-socráticos, e as teorias de outros filósofos de destaque, às perguntas fundamentais de existência humana, a saber: qual a origem da vida? Como tudo veio a ser? Como se explica a mudança das coisas? Vale lembrar que o mais importante não são as conclusões às quais chegaram cada um dos filósofos, mas as perguntas que eles se fizerem e o esforço que empregaram para respondê-las, superando, assim, o pensamento mítico que vigorava. Todas as argumentações levam a concluir que um princípio uno e singular foi causa da realidade material múltipla e que esta segue um determinado direcionamento evolutivo de aperfeiçoamento.

Palavras-chave: Filosofia da Natureza. Causa primeira. Evolução.

Publicado em 3ª Edição
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